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17/04/2008 - Reduzir a jornada de trabalho e aprovar as convenções 151 e 158 da OIT
Leia a íntegra da nota das centrais pela redução da jornada de trabalho Reduzir a jornada de trabalho e aprovar as convenções 151 e 158 da OIT Reunidas em São Paulo nesta segunda-feira, as centrais sindicais lançaram o Dia Nacional de Lutas e Mobilizações pela Redução da Jornada de Trabalho sem Redução dos Salários Os presidentes das centrais sindicais CGTB, CTB, CUT, Força Sindical, NCST, UGT concederam uma entrevista coletiva nesta segunda-feira (14) para convocar a sociedade a somar esforços em torno da luta pela redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução dos salários. Entre outras manifestações, as centrais irão realizar no dia 28 de maio uma manifestação nacional, como paralisações e atos em todo o Brasil Todos os presidentes destacaram a importância da unidade das centrais sindicais, que já garantiram inúmeras vitórias e avanços para os trabalhadores, como o aumento do salário mínimo, a correção da tabela do Imposto de Renda e a lei que legaliza as entidades. A força desta união deve resultar em mais vitórias, destacou o presidente da CGTB, Antonio Neto, como a redução da jornada e a aprovação das convenções 151 e 158 da OIT pelo Congresso Nacional. “É chegada a hora dos trabalhadores e trabalhadoras também participarem da lucratividade das empresas. E uma das formas, além de melhores salários, de condições mais dignas de trabalho, é a redução da jornada”, disse Antônio Neto, ressaltando que estudos do Dieese mostram que a redução da jornada pode, efetivamente, gerar mais de dois milhões de novos empregos. As centrais lançaram também um manifesto conjunto afirmando que “nos últimos anos, a estabilidade econômica, os avanços tecnológicos, o aumento da produtividade e da lucratividade das empresas, dentre ouros fatores, tem sido responsáveis por um significativo, porém ainda insuficiente, crescimento econômico no país. Os impactos positivos no mercado de trabalho, como a diminuição do desemprego, o aumento da contratação com carteira assinada e as conquistas de aumentos salariais acima da inflação, marcam uma clara reversão da situação de crise e desemprego elevado que enfrentamos por mais de vinte anos”. No documento, as entidades destacam ainda que “no dia 28 de maio também estaremos mobilizados pela ratificação, pelo Congresso Nacional, das Convenções 151 (direito de negociação coletiva dos funcionários públicos) e 158 (contra a demissão imotivada) da Organização Internacional do Trabalho. A aprovação destas Convenções será um importante passo para reconhecer definitivamente os direitos dos funcionários públicos à data-base e negociação coletiva para determinar salários e demais condições de trabalho e estabelecer limites à demissão imotivada, raiz da prática da rotatividade da mão-de-obra amplamente difundida entre as empresas para diminuir os salários e precarizar o emprego”. O presidente da CUT, Arthur Henrique, afirmou que as centrais pretendem mobilizar as mais diversas categorias e realizar atos e assembléias para deliberar sobre o tema. "Vamos organizar paralisações de uma hora, atraso na entrada dos turnos, mobilizações na porta de fábricas e empresas, panfletagem. Nosso objetivo é chamar a atenção da sociedade e pressionar o Congresso pela nossa agenda, a agenda da classe trabalhadora", afirmou Artur. O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (Paulinho), aproveitou a oportunidade para falar da “raiva” demonstrada por setores da mídia contra os trabalhadores. Segundo Paulinho, este incômodo está sendo provocado pelas inúmeras vitórias conquistadas pelas centrais sindicais, que passaram a ter uma influência maior na sociedade e no Congresso Nacional. “Quando nós fomos para dentro do Congresso eles (mídia) ficaram bravos, porque eles acham que lá não é lugar para trabalhador. De acordo com Paulinho, os setores mais conservadores irão reagir de forma mais violenta ainda, porque as centrais irão conseguir reduzir a jornada e aprovar as convenções 151 e 158. De acordo com o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, "devemos aproveitar que temos um campo fértil, com crescimento econômico e da atividade industrial, de geração de empregos formais, de elevação salarial, para reduzir a jornada de trabalho sem redução de salário". "Nossa unidade tem gerado várias vitórias: as convenções 151 e 158 estão na mesa, a redução da jornada, o reconhecimento das centrais. Tem a mais alta importância que este movimento continue unificado, com uma pauta única para que continuemos avançando", frisou Wagner, que também preside o Sindicato dos Metroviários de São Paulo. Para o presidente estadual da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), Luiz Gonçalves, "os trabalhadores têm trilhado um rumo, que precisa ser reafirmado para garantir a redução da jornada e empregos de qualidade". Leia a íntegra da nota das centrais pela redução da jornada de trabalho



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